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DAS: como funcionam os sistemas de antenas distribuídas

O que é um sistema de antenas distribuídas (DAS), como funciona e onde é utilizado: aeroportos, túneis, estádios e grandes edifícios, com os componentes principais, as bandas de frequência e a monitorização da cobertura.

  • 4 de outubro de 2024
  • 5 min di lettura
  • Teleproject

Introdução

A comunicação sem interrupções é indispensável, especialmente em espaços amplos onde a cobertura sem fios dificilmente chega: aeroportos, túneis rodoviários extensos, estádios, arranha-céus. Para a garantir, são necessárias soluções dedicadas: os Distributed Antenna Systems (DAS). Este artigo explica o que é um DAS, como funciona e onde faz a diferença.

O que é um sistema de antenas distribuídas (DAS)?

Um Distributed Antenna System (DAS) é uma rede de antenas que distribui o serviço sem fios numa área ou num edifício. O seu objetivo é melhorar a cobertura celular onde o sinal é bloqueado ou enfraquecido por paredes de betão, estruturas de aço ou pelas próprias dimensões da estrutura. Em vez de depender exclusivamente de torres celulares, o DAS distribui o sinal de forma uniforme por toda a área, incluindo os pontos de mais difícil acesso.

Existem três tipos principais de DAS:

TipoMeio de transmissãoAmplificaçãoAplicação típica
DAS ativoFibra óticaAtiva, com unidades remotasAeroportos, estádios, túneis extensos
DAS passivoCabo coaxial e divisoresNenhumaEdifícios de dimensão reduzida
DAS híbridoFibra ótica e coaxialMistaEstruturas complexas

Como funciona o DAS?

Um DAS redistribui o sinal de uma fonte central — uma estação base celular ou um repetidor — pela área a cobrir, através de múltiplas antenas. O percurso do sinal:

  1. Fonte do sinal: normalmente proveniente de um operador celular ou de uma estação base existente; pode ser uma torre macro exterior ou uma estação transceptora de base (BTS).
  2. Distribuição: o sinal passa por uma unidade central que gere o seu processamento e o transporta para as unidades remotas por fibra ótica ou cabo coaxial.
  3. Transmissão: as antenas, posicionadas nos pontos adequados do edifício ou do túnel, reemitem o sinal para os utilizadores. Ao cobrir todo o espaço com múltiplas antenas, o DAS supera paredes espessas e estruturas metálicas e mantém uma cobertura uniforme.
  4. Amplificação: nos DAS ativos, as unidades remotas amplificam o sinal e mantêm a cobertura constante em todos os pontos da estrutura, independentemente da distância ou dos obstáculos.

Onde se utiliza o DAS

Aeroportos

Terminais extensos, estruturas de vários níveis e instalações densas dificultam a cobertura sem fios nos aeroportos. O DAS garante-a desde o check-in até aos gates mais afastados: os passageiros mantêm-se ligados, o pessoal comunica sem interrupções e os serviços críticos — emergências, gestão de bagagem, informação sobre voos — funcionam em todos os pontos.

Túneis rodoviários e ferroviários

Os túneis estão entre os ambientes mais hostis para os sinais celulares: terra e betão armado bloqueiam as ondas de rádio. Os túneis modernos utilizam redes DAS para garantir serviço celular e comunicações de emergência em toda a sua extensão, tanto para os utilizadores como para o pessoal de segurança.

Estádios

Com dezenas de milhares de pessoas presentes nos eventos, as torres celulares isoladas não suportam a carga. O DAS distribui o sinal de forma eficiente e dá a cada espectador acesso a dados móveis, para partilhar vídeos ou consultar informações sobre o evento.

Grandes edifícios

Nos arranha-céus, as torres celulares convencionais cobrem frequentemente apenas os pisos inferiores, devido à altura e aos materiais de construção do edifício. Um DAS distribui o sinal de forma uniforme por todos os pisos.

Detalhes técnicos: frequências e componentes

Bandas de frequência

O DAS suporta múltiplas bandas de frequência, incluindo as do 4G LTE, do 5G e das comunicações de segurança pública. Esta flexibilidade torna-o adequado tanto para melhorar a cobertura destinada ao público como para assegurar que os serviços de emergência possam comunicar em situações críticas.

Componentes

  • Antenas: uma rede de antenas nos pontos-chave maximiza a cobertura do sinal.
  • Cablagem: fibra ótica para os troços longos, cabo coaxial para os segmentos curtos.
  • Amplificadores: nos DAS ativos, as unidades remotas amplificam o sinal e mantêm a cobertura mesmo a grande distância da fonte.
  • Divisores e combinadores: dividem o sinal entre múltiplas antenas ou combinam sinais de fontes diferentes.

Instalação e gestão

Implementar um DAS exige um planeamento cuidadoso do posicionamento das antenas, tendo em conta a estrutura do edifício, os materiais e a densidade de utilizadores. Uma ferramenta de monitorização frequentemente utilizada em conjunto com o sistema é o TP-CELLX — o analisador de rede celular da Teleproject —, que acompanha o desempenho e deteta interferências em tempo real. O TP-CELLX monitoriza as bandas celulares de qualquer operador com tecnologias 2G, 3G, 4G e 5G.

Conclusão

A procura de conectividade em ambientes amplos e complexos continua a crescer, e o DAS supera muitas das limitações das redes celulares convencionais precisamente onde estas mais se fazem sentir. Melhora a fiabilidade, a potência do sinal e a capacidade da rede: para os viajantes nos aeroportos, para a cobertura nos túneis, para os adeptos nos estádios e para os serviços de emergência nos arranha-céus, é hoje uma componente essencial das telecomunicações modernas.

FAQ

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre DAS ativo e passivo?

O DAS ativo transporta o sinal por fibra ótica e amplifica-o com unidades remotas: é a escolha adequada para grandes estruturas. O DAS passivo distribui o sinal apenas com cabos coaxiais e divisores, sem amplificação: mais simples e económico, adequado para espaços de dimensão reduzida.

O DAS suporta 5G?

Sim. Os DAS modernos suportam múltiplas bandas em simultâneo, incluindo as bandas 5G. Em túneis e grandes edifícios, são frequentemente a forma mais prática de levar a cobertura 5G onde as torres externas não chegam.

O DAS cobre também as comunicações de emergência?

Sim. Para além das bandas dos operadores celulares, um DAS pode distribuir as frequências dos serviços de emergência, por exemplo TETRA ou DMR. Este é um requisito cada vez mais comum em túneis e grandes infraestruturas.

Como se monitoriza um DAS?

Com ferramentas como o TP-CELLX instaladas nos pontos críticos: medem continuamente o nível e a qualidade do sinal em cada banda e alertam de imediato quando a cobertura se degrada.

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