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Soluções · Ambientes de risco (ATEX)

Projetamos e realizamos a rede de rádio que cobre as áreas com risco de explosão, e fornecemos os terminais certificados ATEX.

Fornecemos terminais portáteis, veiculares e Push-to-Talk em rede móvel nos modelos que o fabricante declara certificados ATEX. Projetamos a cobertura DMR, TETRA e VHF/UHF das áreas classificadas: estudo de cobertura de rádio, equipamentos e antenas instalados fora da área, programação dos terminais, ensaios de comunicação no terreno e manutenção.

20+anos
de experiência em comunicações de missão crítica
DMR · TETRA · PoC
tecnologias de rádio que integramos na mesma instalação
ISO 9001:2015
sistema de gestão da qualidade certificado
SOA OS 19
categoria II, para os concursos públicos de telecomunicações
Em síntese

Nas instalações de processo, nos parques de combustível e nas fábricas químicas algumas áreas são classificadas pelo gestor da instalação, porque no seu interior se pode formar uma atmosfera explosiva. Aí só podem ser utilizados equipamentos certificados: um rádio de uso comum, uma bateria não adequada ou um auricular substituído por um modelo qualquer tornam-se uma fonte de ignição. Mas o problema não é apenas o terminal: se a cobertura não chegar ao parque de tanques ou às galerias técnicas, a chamada de emergência não sai precisamente onde o risco é mais elevado.

A certificação ATEX é emitida pelo fabricante do equipamento: como revendedores autorizados Motorola Solutions, Hytera e Kenwood escolhemos com o cliente os modelos certificados para as áreas indicadas e programamo-los com os canais da instalação. Em paralelo projetamos a rede de rádio que tem de as alcançar: estudo de cobertura, ensaios de comunicação nos pontos em que as equipas trabalham, sistemas DAS e cabo radiante onde o sinal do exterior não chega. Onde as condições o permitem, as estações base de rádio e as antenas ficam fora da área classificada.

Instalação industrial com chaminé, condutas de aspiração e tapetes transportadores; em primeiro plano um operador com capacete e colete de alta visibilidade
Os desafios

O que torna difícil comunicar numa área classificada.

Os quatro pontos que abordamos em cada instalação, ainda antes de escolher os terminais.

  • A zona determina o equipamento

    Uma área classificada como Zona 1 e uma classificada como Zona 2 não admitem os mesmos equipamentos: a zona depende de quanto tempo a atmosfera explosiva pode estar presente, e a cada zona corresponde uma categoria de equipamento. A classificação é estabelecida pelo gestor da instalação no documento de proteção contra explosões: a escolha dos terminais parte daí, e não do catálogo.

  • Equipamentos admitidos em área

    Nas áreas classificadas o gestor da instalação só admite equipamentos certificados para utilização em atmosfera explosiva. A regra vale também para os acessórios: uma bateria ou um auricular substituídos por um modelo qualquer fazem caducar a aptidão do equipamento.

  • Cobertura dentro da área classificada

    Tanques, tubagens e edifícios de processo obstruem o sinal e criam zonas de sombra precisamente onde a equipa está a trabalhar. A cobertura tem de ser estudada sobre a instalação real, porque em geral as antenas ficam fora da área classificada e o sinal tem de entrar a partir do exterior.

  • Baterias, peças e reparações

    Um terminal utilizado em área classificada só se mantém apto se as baterias, os acessórios e as peças forem os declarados pelo fabricante. As reparações passam pelo canal do fabricante e cada substituição é anotada no registo dos equipamentos.

O esquema

Onde ficam os equipamentos e até onde chega a cobertura.

A estação base de rádio e as antenas ficam fora da área classificada: o sinal entra a partir do exterior e alcança os terminais certificados utilizados pelas equipas.

LOCAL TÉCNICOEstação base de rádioDMR · TETRA · VHF/UHFligação à sala operacionalSala operacionalconsola de dispatchÁREA CLASSIFICADAEquipamentos certificados ATEXportáteis · veiculares · PoCcobertura de rádioantenas fora da áreaequipa em áreainstalação de processo
Área classificada
O perímetro a tracejado delimita a área classificada pelo gestor da instalação. No seu interior só podem ser utilizados equipamentos certificados para utilização em atmosfera explosiva.
Equipamentos certificados ATEX
Os terminais portáteis, veiculares e Push-to-Talk em rede móvel utilizados pelas equipas. A certificação é emitida pelo fabricante do equipamento: nós escolhemos os modelos adequados, programamo-los e asseguramos a sua manutenção.
Cobertura de rádio
A área pintada é a cobertura da rede de rádio. As antenas ficam fora da área classificada e o sinal entra a partir do exterior.
Local técnico e sala operacional
A estação base de rádio está instalada no local técnico, fora da área classificada, e está ligada à sala operacional a partir da qual os operadores acompanham as chamadas das equipas.
As zonas

As zonas ATEX.

A classificação depende de quanto tempo a atmosfera explosiva pode estar presente, e a cada zona corresponde uma categoria de equipamento admitida. Quem classifica as áreas é o gestor da instalação, no documento de proteção contra explosões.

  • Zona 0 · gases, vapores e névoas

    A atmosfera explosiva está presente de forma contínua ou durante longos períodos. É a classificação mais severa e admite apenas a categoria de equipamentos prevista para esta zona.

  • Zona 1 · gases, vapores e névoas

    A atmosfera explosiva pode formar-se ocasionalmente durante o funcionamento normal. É a zona em que se enquadram com mais frequência as áreas onde as equipas trabalham com o rádio na mão.

  • Zona 2 · gases, vapores e névoas

    A atmosfera explosiva é improvável durante o funcionamento normal e, se ocorrer, dura pouco. Admite equipamentos de categoria diferente dos exigidos na Zona 1.

  • Zona 20 · poeiras combustíveis

    A nuvem de poeira combustível está presente de forma contínua ou durante longos períodos. Corresponde à Zona 0 dos gases e é típica do interior de silos e de sistemas de transporte fechados.

  • Zona 21 · poeiras combustíveis

    A nuvem de poeira pode formar-se ocasionalmente durante o funcionamento normal. Corresponde à Zona 1 dos gases: áreas de carga e descarga, pontos de trasfega, zonas de ensacamento.

  • Zona 22 · poeiras combustíveis

    A nuvem de poeira é improvável durante o funcionamento normal e, se ocorrer, dura pouco. Corresponde à Zona 2 dos gases e é a classificação mais divulgada nas áreas de produção.

As atividades

O que inclui uma solução de rádio para as áreas classificadas.

As atividades que realizamos em cada instalação, da análise das áreas em conjunto com o cliente à manutenção dos equipamentos.

  • Análise das áreas em conjunto com o cliente

    • Reconhecimento da instalação com o responsável pela segurança e com o serviço de manutenção
    • Recolha da documentação de classificação das áreas, que continua a cargo do gestor da instalação
    • Identificação dos percursos das equipas e dos pontos em que têm de poder comunicar
    • Lista dos requisitos que a instalação impõe aos equipamentos e aos acessórios admitidos em área
    • Identificação das zonas em que o sinal de rádio tem de chegar a partir do exterior
  • Escolha dos terminais e dos acessórios

    • Terminais portáteis e veiculares DMR, TETRA e VHF/UHF escolhidos entre os modelos que o fabricante declara certificados ATEX
    • Terminais Push-to-Talk em rede móvel nas versões certificadas ATEX, para as equipas que saem da cobertura da rede de rádio da instalação
    • Acessórios declarados compatíveis pelo fabricante: microfones altifalante, auriculares, baterias e carregadores
    • Verificação da documentação do fabricante para cada equipamento antes da entrega
    • Comparação entre DMR e TETRA em função da extensão da instalação, do número de equipas e dos serviços exigidos
  • Estudo da cobertura da instalação

    • Estudo de cobertura de rádio sobre a área da instalação, com o cálculo dos níveis de sinal zona a zona
    • Identificação das zonas de sombra criadas por tanques, tubagens, estruturas metálicas e edifícios de processo
    • Medições no terreno e ensaios de comunicação nos pontos em que as equipas trabalham
    • Escolha da banda e da tecnologia de rádio em função dos obstáculos presentes na instalação
    • Mapas de cobertura, balanço das ligações e proposta dos equipamentos a instalar
  • Estações de rádio, antenas e distribuição do sinal

    • Estações base de rádio e repetidores instalados no local técnico ou no shelter técnico, fora da área classificada
    • Antenas em postes e torres metálicas nas áreas contíguas, orientadas para as zonas a cobrir
    • Sistemas DAS com antenas distribuídas nos edifícios e nos locais onde o sinal do exterior não chega
    • Cabo radiante nas galerias técnicas e nas galerias de serviço, onde as antenas não dão cobertura
    • Quadros de alimentação, unidades de alimentação ininterrupta, descarregadores de sobretensão e ligação à terra dos equipamentos e dos suportes das antenas
  • Integração com a rede de rádio e a sala operacional

    • Inserção dos terminais certificados na rede de rádio já em serviço, sem substituir a infraestrutura existente
    • Programação dos canais, dos grupos de chamada e dos perfis de utilizador para exploração, manutenção, segurança e combate a incêndios
    • Consola Respondr na sala operacional, com as redes DMR, TETRA e VHF/UHF e as comunicações Push-to-Talk em rede móvel reunidas numa única interface
    • Localização GPS das equipas no mapa da sala operacional e gravação de todos os canais em serviço
    • Estado dos equipamentos de rádio recolhido no Track-TP e disponibilizado aos sistemas de supervisão da instalação através de SNMP, contactos relé e API
  • Procedimentos operacionais e chamadas de emergência

    • Plano dos grupos de chamada para as equipas que entram e saem das áreas classificadas
    • Tecla de emergência dos terminais configurada para alcançar diretamente a sala operacional
    • Função homem-morto nos terminais que a preveem, ativada em conjunto com o responsável pela segurança
    • Ensaios dos procedimentos de emergência com o pessoal da sala operacional e com as equipas
    • Gravação das comunicações, com data, hora e canal de cada chamada
  • Formação do pessoal

    • Ações de formação para os operadores de sala operacional sobre a utilização da consola e sobre os procedimentos de chamada
    • Formação das equipas sobre a utilização dos terminais, dos acessórios e da tecla de emergência
    • Regras de utilização dos equipamentos em área classificada, acordadas com o responsável pela segurança da instalação
    • Manuais de utilização e fichas operacionais entregues juntamente com os equipamentos
    • Acompanhamento das equipas nas primeiras semanas de exploração
  • Manutenção, peças e reparações

    • Contrato de manutenção com visitas programadas aos equipamentos de rádio, às antenas e às linhas
    • Substituição de baterias, acessórios e peças apenas pelos modelos declarados pelo fabricante
    • Reparações confiadas ao canal do fabricante, para não alterar as condições em que o equipamento foi certificado
    • Registo dos equipamentos com número de série, posição e versão de firmware, atualizado em cada intervenção
    • Verificação periódica de terminais, acessórios e antenas em conjunto com o serviço de manutenção do cliente
FAQ

Perguntas frequentes.

As perguntas que mais nos chegam sobre este tipo de instalação.

Qual é a diferença entre Zona 1 e Zona 2?

A classificação depende da frequência com que uma atmosfera explosiva pode estar presente. Na Zona 1 é provável que se forme ocasionalmente durante o funcionamento normal; na Zona 2 é improvável e, se acontecer, dura pouco. Para as poeiras combustíveis as zonas correspondentes são a 21 e a 22. A cada zona corresponde uma categoria de equipamento admitida. A classificação das áreas é estabelecida pelo gestor da instalação no documento de proteção contra explosões: é a partir desse documento que partimos para escolher com o cliente os modelos que o fabricante declara adequados.

Um rádio certificado ATEX também pode ser usado fora da área classificada?

Sim. Um terminal que o fabricante declara certificado para utilização em atmosfera explosiva continua a ser, para todos os efeitos, um rádio profissional: trabalha nos mesmos canais e nos mesmos grupos de chamada do resto do parque de rádios, pelo que a equipa não tem de mudar de equipamento quando sai da área. A restrição vale no sentido inverso, porque um terminal de uso comum não pode entrar em área classificada. Por isso compensa atribuir um equipamento certificado a todo o pessoal que entra e sai das zonas de risco, em vez de obrigar à troca dos terminais à entrada.

Quanto custa um terminal certificado ATEX em relação a um modelo padrão?

Custa mais do que um modelo equivalente não certificado, mas a diferença depende do fabricante, do modelo e dos requisitos da área, pelo que a comparação não se fecha apenas com o preço do equipamento. Na conta têm de entrar também os acessórios: baterias, microfones altifalante e auriculares têm de ser os que o fabricante declara para esse modelo e não são intermutáveis com os das versões padrão. Também as peças e as reparações passam pelo canal do fabricante, e isso pesa no custo de exploração do parque de rádios ao longo dos anos.

Com que periodicidade devem ser verificados os terminais e os acessórios utilizados em área classificada?

Não existe um intervalo válido para todas as instalações: a periodicidade é fixada pelo plano de manutenção em conjunto com o responsável pela segurança, em função da utilização dos equipamentos e das condições em que trabalham. A verificação abrange o estado do invólucro e dos contactos, a bateria e os acessórios, e a correspondência entre aquilo que as equipas têm em uso e aquilo que o fabricante declara para esse modelo. Com um contrato de manutenção realizamos estas verificações em conjunto com o serviço de manutenção do cliente e atualizamos o registo dos equipamentos, com número de série e posição, em cada intervenção.

O que acontece se um terminal certificado sofrer um impacto ou um dano durante o serviço?

Tem de ser retirado do serviço em área classificada até ser verificado. Um invólucro fissurado, um vidro partido ou um compartimento de bateria deformado podem comprometer as condições em que o fabricante certificou o equipamento, pelo que o terminal danificado não se repara no local: a reparação passa pelo canal do fabricante, o único que pode repor o equipamento nas condições previstas pela certificação. Por isso compensa manter alguns terminais de reserva já programados nos canais e nos grupos de chamada da instalação, para que a equipa continue a trabalhar enquanto o equipamento está em reparação.

Contactos

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Para cada projeto oferecemos uma proposta técnico-económica personalizada de acordo com as necessidades do cliente — análise de viabilidade, estudo de cobertura rádio e planeamento da intervenção.