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Serviços · Autorizações e gestão de frequências

Autorizações e gestão de frequências para manter uma rede de rádio em situação regular, do primeiro pedido às renovações.

Acompanhamos todo o percurso de licenciamento de uma rede de rádio profissional: escolha da banda, verificação da disponibilidade do canal, documentação técnica que instrui o pedido, apresentação do requerimento e relação com a entidade competente até à emissão do título. Uma vez obtido o título, tratamos das renovações e das alterações, mantemos atualizado o plano de frequências e intervimos com medições quando surge uma interferência nos canais em serviço.

TETRA · DMR · VHF/UHF
tecnologias acompanhadas
SOA OS 19 Cat. II
qualificação para concursos públicos
ISO 9001:2015
sistema de qualidade
20+anos
experiência
O serviço

As frequências das redes de rádio profissionais são um recurso do Estado: sem um título que autorize a sua utilização, uma instalação não pode entrar em serviço. O percurso bloqueia quase sempre pelos mesmos motivos: anexos técnicos incompletos, dados declarados que não correspondem aos equipamentos realmente instalados, um canal já ocupado por outra instalação na zona, uma renovação que ninguém acompanhou e um título caducado. De cada vez, é uma espera que o cronograma dos trabalhos não tinha previsto.

Por isso tratamos o processo como parte do projeto e não como uma formalidade à parte. Analisamos a necessidade de canais a partir dos serviços a levar para a rede, verificamos com medições de espetro que portadoras já estão presentes na zona, preparamos a documentação técnica e apresentamos o requerimento; depois acompanhamos a relação com o Ministério competente e com o Ispettorato Territoriale até à emissão do título. A partir daí mantemos o registo dos canais atribuídos, tratamos das renovações e das alterações e voltamos a medir quando surge uma interferência nas frequências em serviço.

Diagrama de radiação horizontal de um sistema de duas cortinas Yagi, alimentadas a 50% cada uma: o lóbulo resultante cobre um arco de cerca de 230° a −3 dB e atenua mais de 12 dB na direção oposta. É um dos documentos do projeto de antena que juntamos ao pedido de autorização.
Diagrama de radiação horizontal de um sistema de duas cortinas Yagi, alimentadas a 50% cada uma: o lóbulo resultante cobre um arco de cerca de 230° a −3 dB e atenua mais de 12 dB na direção oposta. É um dos documentos do projeto de antena que juntamos ao pedido de autorização.
Os casos

Os casos em que intervimos.

Uma rede pode precisar de uma primeira atribuição, da atualização de um título já emitido, da gestão dos canais ao longo dos anos de exploração ou de apoio técnico quando surge uma interferência nas frequências em serviço.

  • Nova autorização

    Quando a rede ainda não existe ou muda de tecnologia, definimos a necessidade de canais, verificamos quais as frequências disponíveis na zona e preparamos o requerimento com os anexos técnicos exigidos.

  • Renovações e alterações

    Um título já emitido tem de ser mantido atualizado: acompanhamos os prazos de renovação e apresentamos as alterações quando mudam as estações, os equipamentos, as antenas ou a titularidade da autorização.

  • Gestão do plano de frequências

    Mantemos o registo dos canais atribuídos estação a estação e serviço a serviço, verificamos que a programação dos equipamentos corresponde ao que foi autorizado e coordenamos os canais quando entra em serviço uma nova instalação na mesma zona.

  • Interferências e comunicações

    Quando surge uma interferência nos canais em serviço, medimos o espetro no ponto e à hora em que se manifesta, procuramos a fonte com antena direcional e preparamos a documentação técnica que instrui a comunicação à entidade competente.

O processo

O que inclui o processo.

As verificações, os documentos e as formalidades que compõem o percurso de licenciamento, agrupados por tema.

  • Necessidades e escolha da banda

    • Serviços a levar para a rede: comunicação de voz, transmissão de dados, telemetria e alarmes
    • Área a servir, número de estações de rádio previstas e número de utilizadores a ligar
    • Tecnologia e banda: analógico VHF/UHF, DMR ou TETRA, com o número de portadoras necessárias em cada estação
    • Tipo de terminal em serviço: portátil, veicular ou fixo, com a potência de cada um
    • Utilização pedida: rede de rádio de uso privado, cobertura de uma área de serviço, ligações ponto a ponto de rede dorsal
  • Disponibilidade do canal e compatibilidade

    • Levantamento das instalações já presentes na zona e das frequências atribuídas a outros titulares
    • Medições de espetro na banda pedida, para detetar quais as portadoras já ativas no local
    • Compatibilidade com as instalações do cliente já em serviço e com os canais adjacentes
    • Distâncias de reutilização dos canais entre as estações da mesma rede
    • Produtos de intermodulação e desacoplamento entre as antenas nas estações com várias portadoras
  • Documentação técnica de suporte

    • Lista das estações com coordenadas, cota do terreno e altura das antenas em relação ao solo
    • Características dos equipamentos: potência de saída, largura do canal e classe de emissão
    • Antenas: tipo, ganho, diagrama de radiação, orientação e inclinação
    • Esquemas de blocos da instalação e plantas das estações de rádio
    • Relatório técnico e mapas de cobertura da área de serviço pedida
  • Requerimento e relação com as entidades

    • Preenchimento dos formulários e composição do processo a entregar
    • Verificação da completude dos anexos antes da apresentação
    • Apresentação do requerimento ao Ministério competente e ao Ispettorato Territoriale da zona
    • Resposta aos pedidos de esclarecimento e de elementos adicionais recebidos durante a instrução
    • Atualização periódica do cliente sobre o estado do processo
  • Renovações, alterações e cessações

    • Prazos do título e apresentação do pedido de renovação dentro dos prazos previstos
    • Alterações dos dados autorizados: novas estações, deslocação de equipamentos, substituição das antenas
    • Atualização das características declaradas após a substituição dos equipamentos de rádio
    • Alterações de titularidade em caso de mudança de titular ou de gestor da infraestrutura
    • Comunicação de cessação para as instalações desativadas
  • Plano de frequências ao longo do tempo

    • Registo dos canais atribuídos por estação, por serviço e por tecnologia
    • Atribuição dos canais aos grupos de chamada e aos perfis dos terminais
    • Verificação de que a programação dos equipamentos corresponde ao que foi autorizado
    • Coordenação dos canais quando entra em serviço uma nova instalação na mesma zona
    • Atualização do plano após cada alteração autorizada
  • Interferências nos canais em serviço

    • Medições de espetro no ponto e à hora em que a interferência se manifesta
    • Procura da fonte com antena direcional e com recetor de medição
    • Distinção entre uma interferência proveniente do exterior e um defeito da instalação
    • Documentação técnica das medições que instrui a comunicação à entidade competente
    • Trabalhos na instalação para reduzir a interferência: filtros, reorientação das antenas, pedido de um canal diferente
  • Ligações por micro-ondas

    • Ligações ponto a ponto e ponto-multiponto: banda pedida, polarização e potência
    • Coordenadas dos dois extremos da ligação, azimute e altura das antenas
    • Perfil altimétrico da ligação e verificação da visibilidade ótica entre as duas estações
    • Documentação técnica para o pedido das frequências da ligação
O percurso

Como decorre um processo de licenciamento.

O ciclo que seguimos desde o primeiro pedido até à gestão do título nos anos seguintes.

  1. Etapa 01

    Análise das necessidades

    Partimos dos serviços a levar para a rede, da área a cobrir e dos terminais em serviço, depois escolhemos a banda e determinamos quantas portadoras são necessárias em cada estação.

  2. Etapa 02

    Verificação da disponibilidade

    Recolhemos as informações sobre as instalações já presentes na zona e executamos medições de espetro na banda pedida: as frequências que propomos são compatíveis com o que já está em serviço.

  3. Etapa 03

    Documentação e requerimento

    Preparamos o relatório técnico, os esquemas e os dados das estações e dos equipamentos, preenchemos os formulários e apresentamos o requerimento à entidade competente.

  4. Etapa 04

    Instrução e emissão

    Respondemos aos pedidos de esclarecimento que chegam durante a instrução e mantemos o cliente informado sobre o estado do processo. Quando o título é emitido, programamos os equipamentos nas frequências atribuídas.

  5. Etapa 05

    Gestão nos anos seguintes

    Controlamos os prazos, apresentamos renovações e alterações, atualizamos o plano de frequências e intervimos com medições quando surge uma interferência nos canais em serviço.

Entregáveis

O que recebe.

Os documentos que ficam com o cliente, úteis na exploração e em sede de auditoria e de concurso.

  • Análise das necessidades de frequências

    O documento que relaciona os serviços a levar para a rede, as estações de rádio previstas e as portadoras necessárias, com a banda proposta e as razões da escolha.

  • Processo técnico do requerimento

    Os formulários preenchidos e os anexos entregues à entidade: dados das estações, características dos equipamentos e das antenas, esquemas e relatório técnico.

  • Plano de frequências

    Os canais atribuídos estação a estação, serviço a serviço e tecnologia a tecnologia, com os parâmetros declarados no requerimento.

  • Cópia da autorização e dos anexos

    O título emitido pela entidade, arquivado juntamente com a correspondência do processo e consultável quando for necessário em sede de auditoria ou de concurso.

  • Calendário de prazos das autorizações

    A lista dos prazos de renovação e das obrigações de cada título, com o aviso ao cliente com antecedência sobre cada data.

  • Relatório sobre as interferências

    As medições de espetro recolhidas, a fonte identificada e os trabalhos propostos, prontos a anexar à comunicação à entidade competente.

FAQ

Perguntas frequentes.

As perguntas que nos chegam com mais frequência sobre este serviço.

Quanto tempo demora a obter a autorização?

Os prazos dependem da entidade competente, da banda pedida e da completude do processo entregue, pelo que não existe uma duração válida para todos os casos. Aquilo em que podemos influir é a fase que antecede a entrega: verificamos os anexos antes de apresentar o requerimento, porque um pedido de elementos adicionais recebido durante a instrução prolonga a espera. No cronograma dos trabalhos contamos com a instrução desde o início, para que o processo arranque com a devida antecedência em relação às instalações.

Se mudarmos de fornecedor, a autorização continua válida?

Sim. O título está em nome de quem utiliza as frequências, ou seja, da organização que gere a rede, e não da Teleproject: as frequências continuam atribuídas ao cliente mesmo quando muda a empresa que trata da manutenção ou dos processos. Nós apresentamos o requerimento por sua conta, guardamos o processo e controlamos os prazos, e entregamos cópia da autorização, dos anexos e do plano de frequências. Se mudar o titular, isto é, a organização que gere a infraestrutura, a situação é atualizada com uma alteração de titularidade.

É possível utilizar as frequências antes da emissão do título?

Não. Os equipamentos não podem transmitir nas frequências pedidas enquanto a entidade não emitir o título, e quem transmite sem autorização expõe-se a sanções. Os trabalhos que antecedem a emissão podem, ainda assim, ser realizados: as medições de espetro na zona são feitas apenas em receção e os equipamentos, as antenas e as cablagens são instalados enquanto o processo decorre. Programamos os canais nos equipamentos quando as frequências atribuídas são conhecidas.

Como verificam se um canal está realmente livre antes de o pedir?

Consultar os registos não chega. Um canal pode surgir como disponível no papel e estar ocupado no terreno por uma instalação vizinha, talvez ligada apenas a certas horas. Por isso instalamos na estação um TP-RFX, o analisador de espetro para exterior desenvolvido pela Teleproject, e deixamo-lo à escuta da banda 24 horas por dia durante o período acordado com o cliente. No fim sabemos quantas horas por dia esse canal fica livre e em que faixas surge tráfego: o pedido segue assim sobre uma frequência que vimos disponível, e não apenas declarada como tal.

Como se localiza uma interferência numa frequência já atribuída?

Com o mesmo instrumento, desta vez deixado em serviço. O TP-RFX fica instalado na estação e vigia em tempo real as portadoras presentes na banda: quando no canal em exploração surge uma emissão estranha, envia o aviso por e-mail, SNMP e saída de relé, ou por WhatsApp e Telegram através do Track-TP. Uma interferência intermitente, noturna ou limitada a certos dias não se vê numa medição de poucas horas; registada ao longo do tempo torna-se reconhecível, e esse registo é o documento com que pedimos à entidade competente a desocupação do canal.

É necessária uma nova autorização se passarmos do analógico para o digital?

Se as estações e a banda se mantiverem, não se recomeça do zero. A passagem para DMR ou para TETRA altera, porém, os dados declarados no requerimento, da classe de emissão à largura do canal e às características dos equipamentos, pelo que o título tem de ser atualizado com uma alteração. Se, em vez disso, a rede crescer com novas estações ou forem necessárias outras portadoras, o pedido abrange também a atribuição de novos canais. Em ambos os casos verificamos primeiro quais as frequências disponíveis na zona e atualizamos o plano de frequências depois da emissão.

Contactos

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Um dos nossos gestores de projeto analisa as necessidades específicas do projeto e prepara uma proposta técnico-económica dedicada.